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Calculadora de ETFs do S&P 500

Vê quanto rende um ETF do S&P 500 líquido de tudo: TER, IRS de mais-valias e inflação.

Atualizado 21 Jul 2026
Daqui a 20 anos terás (valor líquido):
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Investido total
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Ganho bruto
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IRS pago
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Perdido p/ inflação
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Evolução do património

Comparação dos ETFs escolhidos

Impacto do TER

O TER de 0,07% custou-te — ao longo de 20 anos (vs ETF teórico a 0% TER).

Como funciona

S&P 500, ETFs UCITS e o cálculo realista

O S&P 500 é o índice das 500 maiores empresas cotadas nos EUA, ponderado por capitalização. Não compras o índice em si: o que compras é um ETF UCITS (a versão europeia regulada) que o replica. Em Portugal, a esmagadora maioria dos investidores compra ETFs domiciliados na Irlanda, porque o tratado fiscal EUA-Irlanda reduz a retenção sobre dividendos de 30% para 15%, deixando mais retorno para ti.

Entre acumulação e distribuição, na fase em que estás a construir património a acumulação ganha quase sempre. O ETF reinveste os dividendos automaticamente, não recebes cash, e portanto não declaras dividendos no IRS ano após ano. Só pagas imposto quando vendes, e só sobre a mais-valia. Em ETFs de distribuição recebes os dividendos na conta da corretora e tens de os declarar todos os anos, mesmo que os reinvistas manualmente.

O TER (Total Expense Ratio) é a comissão anual que o gestor do ETF te cobra automaticamente: descontada todos os dias do valor da unidade, nunca aparece no extracto. Parece pouco (0,07% no CSPX, 0,19% no VWCE) mas durante 30 anos a diferença vale milhares de euros porque o que pagas em TER deixa de capitalizar.

No resgate em Portugal, pagas 28% sobre a mais-valia (categoria G de IRS, declarada no Anexo G). A mais-valia é a diferença entre o valor de venda e o valor de compra. O capital investido nunca é tributado, só o ganho. Se tiveres ano com menos-valias podes compensá-las.

Tens uma alternativa: o englobamento opcional. Em vez de tributares à taxa fixa de 28%, somas a mais-valia ao teu rendimento global de IRS e pagas à tua taxa marginal. Só compensa se a tua taxa marginal for inferior a 28%, o que normalmente acontece em rendimentos anuais baixos ou em reformados. Para a maioria dos trabalhadores activos, ficar nos 28% fixos é mais vantajoso.

Valor nominal vs valor real

O valor nominal é o número que o ETF te mostra ao fim de 20 anos. O valor real é o que esse dinheiro vai comprar daqui a 20 anos, depois da inflação ter erodido o poder de compra. Com inflação a 2,4% ao ano, 100.000€ daqui a 20 anos valem hoje cerca de 62.000€. É por isso que a calculadora mostra os dois lado a lado: o nominal é a ilusão, o real é o que vais sentir no bolso.

Perguntas frequentes

Posso comprar S&P 500 directamente em Portugal?

Não compras o índice em si. O que compras é um ETF UCITS (versão europeia) que replica o S&P 500, normalmente com domicílio em Irlanda. Os mais comuns são o iShares Core S&P 500 (CSPX ou SXR8) e o Vanguard S&P 500 (VUSA). Compras pela tua corretora habitual (DEGIRO, IBKR, Trading 212, XTB, etc.) tal como qualquer ação.

Qual o melhor ETF: VWCE, IWDA ou CSPX?

Depende do que queres. Se queres diversificação máxima global, o VWCE (FTSE All-World) cobre cerca de 4.000 ações em mercados desenvolvidos e emergentes. Se preferes só desenvolvidos, o IWDA (MSCI World) tem cerca de 1.500 ações. Se queres exposição concentrada aos EUA, o CSPX é S&P 500 puro com TER muito baixo (0,07%). Para quem começa, VWCE ou IWDA são o padrão recomendado pela comunidade.

Tenho de declarar mais-valias se não vender?

Não. Em Portugal só pagas IRS quando realizas a mais-valia, ou seja, quando vendes. Enquanto mantiveres o ETF na carteira, não há facto tributável (excepto distribuições de dividendos em ETFs de distribuição, que tens de declarar no ano em que recebes). Ao vender, declaras no Anexo G a 28% (Categoria G) ou opcionalmente englobas com os outros rendimentos.

TER de 0,07% importa muito?

Pouco em valor absoluto anual, muito ao longo de décadas. Num investimento de 100.000€ durante 30 anos, a diferença entre 0,07% e 0,30% pode ser de vários milhares de euros, porque é uma fuga composta. A regra é: para o mesmo índice, prefere sempre o TER mais baixo. Mas não troques de fundo apenas por isso, porque vender realiza mais-valias e paga IRS.

Acumulação ou distribuição: qual escolher?

Para fase de acumulação (estás a construir património), escolhe acumulação. Os dividendos são reinvestidos automaticamente, não passam pela tua conta e portanto não pagas IRS sobre eles ao longo do tempo, só no resgate final. Para fase de rendimento (já queres cash flow regular), distribuição faz sentido. Em Portugal, os ETFs de acumulação irlandeses (UCITS) são a escolha dominante pela eficiência fiscal.

Aviso: Valores ilustrativos baseados em retornos históricos. Performance passada não garante futura. Investir comporta risco de perda de capital. Confirma sempre com aconselhamento profissional antes de investir.

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